Muitos afirmam acreditar na autoridade das Escrituras, mas, na prática, procuram complementar sua autoridade com novas revelações, tradições humanas, experiências subjetivas ou supostas mensagens diretas de Deus. Outros consideram a Bíblia importante para a salvação, mas insuficiente para orientar a vida cristã diária. Entretanto, a doutrina da suficiência das Escrituras ensina algo diferente.
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Mesmo após aprender princípios corretos de interpretação, ainda existe um perigo sutil e profundamente comum: o subjetivismo. Ele aparece quando o leitor passa a interpretar a Bíblia a partir de seus sentimentos, impressões pessoais ou experiências. Frases como “Deus me disse”, “eu senti no coração” ou “esse texto significa isso para mim” se tornam comuns.
Um pentecostal visitou um culto reformado pela primeira vez. Durante o sermão, ele se levantou animado e gritou.
Existem várias expressões similares que estão aparecendo com crescente frequência na imprensa religiosa. Lamentavelmente, elas são encontradas frequentemente nos lábios de conservadores.
Aqueles que defendem o Cessacionismo, segundo o qual Deus não mais concede dons espirituais extraordinários aos cristãos de hoje, frequentemente são chamados de incrédulos, carnais, “frios” e até mesmo de apóstatas e hereges.
Outro dia recebi uma carta interessante. Ela veio de algumas pessoas que saíram de uma igreja carismática (muito grande e proeminente), e vieram para a Grace Community Church.
O derramamento do Espírito Santo no Século XVI levou milhões de pessoas a redescobrirem a mensagem objetiva da Bíblia acerca da justificação somente pela fé. Essa doutrina invadiu e transformou a mente dos homens com o poder divino e mudou o curso da história.
Volta e meia eu recebo emails, scraps, facebooks e twitters de irmãos, membros de igrejas históricas afirmando que suas igrejas saíram do marasmo espiritual e que pela graça de Deus estão vivenciando um grande e significativo avivamento.
Não é raro encontrar pessoas que se dizem crentes relatarem testemunhos “sobrenaturais”, “sinais e maravilhas”, “mistérios”, etc. Vigílias onde coisas estranhas acontecem, gente que vê folhas de árvores douradas, prateadas, brilhantes, reluzentes ou pegando fogo.
Cansado de teologia. É assim que me sinto. Cansado de ver um povo enganado, iludido, “declarando” e “profetizando” prosperidade. Cansado de ver tanta gente “bradando aos céus”, “exigindo” e “cobrando” de Deus por promessas que o Todo Poderoso nunca fez.
Por toda a minha vida cristã eu tenho ouvido outros crentes usarem a expressão “Deus me revelou”, ou alguma coisa parecida. Certa vez, minha esposa contou-me que, alguns anos antes de nos conhecermos, um jovem crente lhe disse que Deus revelara a ele que ela era a moça com quem se casaria. Não preciso dizer que não era.
De uma correspondência sobre o pentecostalismo, vieram à tona estas observações.
Qual o padrão bíblico de avivamento? Os avivamentos bíblicos oferecem alguma coordenada para a renovação da igreja evangélica no Brasil de hoje?
Embora o Movimento Pentecostal seja de origem bem recente, a heresia que o movimento promove tem precedentes antigos.
O pentecostalismo não tem nada a contribuir para as igrejas da Reforma. Os crentes reformados não podem aprender nada com ele. A fé reformada não precisa de nada que o pentecostalismo possa oferecer.
É comum que pentecostais insinuem que críticas ao pentecostalismo sejam o pecado imperdoável da blasfêmia contra o Espírito Santo. Um reformado não se intimida com essa tática de amedrontamento.
Erguem-se vozes que se dizem proféticas, mas falam da própria imaginação. Pregadores que trocam a cruz pelo palco, e o arrependimento pelo aplauso.
Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria Satanás pela Palavra (cf. Mateus 4:1-11), mas o teria repreendido, amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, e aí sim ele sairia.
Há quem dedique a vida a conhecer a Palavra, e há quem invente “mistério” no chuveiro. De um lado, a fé cristã reformada, fincada na Escritura e nos séculos de…
Um retrato bem-humorado (e levemente ácido) das distorções que trocam teologia por teatrinho, reverência por rebuliço e o Evangelho por espetáculo.