O contexto histórico e cultural pode ser extremamente útil. Em muitos casos, ele esclarece detalhes importantes do texto. Ao mesmo tempo, a Bíblia foi escrita para ser entendida pelo povo de Deus, não apenas por especialistas em história antiga. Por isso, precisamos compreender tanto a importância quanto os limites do contexto histórico e cultural.
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Grande parte da Bíblia foi escrita em forma de narrativa. Patriarcas, reis, profetas, guerras, quedas, livramentos, milagres e acontecimentos históricos ocupam boa parte das Escrituras. Livros como Gênesis, Josué, Samuel, Reis, os Evangelhos e Atos são predominantemente narrativos. No entanto, muitos erros de interpretação surgem exatamente nesse ponto.
A questão central é esta: como compreender corretamente a relação entre a Antiga e a a Nova Aliança? A Bíblia apresenta unidade e desenvolvimento. O plano redentor é um só, mas sua revelação progride ao longo da história.
Nos últimos anos, tornou-se comum ouvir supostos evangélicos justificarem a violência do moderno Estado de Israel contra o povo palestino com apelos ao Antigo Testamento, especialmente às guerras de conquista narradas no livro de Josué. Essa leitura não é apenas superficial — ela é teologicamente falsa, moralmente perversa e espiritualmente perigosa.
Muitos cristãos, movidos por ignorância bíblica, pressão cultural ou influência de líderes políticos e midiáticos, apoiam o moderno Estado de Israel como se isso fosse uma obrigação espiritual. No entanto, essa posição não encontra respaldo nas Escrituras. Pelo contrário: quando examinamos a Bíblia com atenção, percebemos que tal apoio contradiz diretamente o coração do Evangelho.
Muitos judeus acreditam que, por serem descendência carnal de Abraão, pertencem automaticamente ao povo de Deus.
Aqui estão dez motivos bíblicos pelos quais um cristão deve rejeitar o sionismo — tanto o sionismo político, que idolatra o moderno estado de Israel, quanto o sionismo teológico, que atribui um papel escatológico ou redentivo à nação israelense.
Escrevemos para desafiar os teólogos ocidentais e os líderes da igreja que expressaram apoio acrítico à “Israel” e para chamá-los a se arrependerem e mudarem.
Como devem os cristãos que crêem na Bíblia alinharem-se no conflito judaico-palestino? Há razões bíblicas para tratar ambos os lados com justiça compassiva e pública, do mesmo modo que disputas devem ser resolvidas entre nações geralmente.
Para cumprir os propósitos de Deus, outro Israel, superior, era necessário, um servo que tomasse o lugar de Israel, fazendo o que Israel foi incapaz de fazer, cumprindo seu chamado de trazer luz às nações.
O evangelho de Mateus revela que Jesus é o verdadeiro e grande Israel de Deus (Mt 2:13-15; 5:17; ver Os 11:1) que cumpriu o que Israel falhou em cumprir.