É comum que pentecostais insinuem que críticas ao pentecostalismo sejam o pecado imperdoável da blasfêmia contra o Espírito Santo. Um reformado não se intimida com essa tática de amedrontamento.
Em vários momentos da história da Igreja, falsos mestres tentaram obter aceitação apelando ao Espírito. Um exemplo marcante é a aparição de fanáticos no tempo da Reforma Protestante do século XVI, que causaram grande perturbação entre os luteranos em Wittenberg. Esses indivíduos, chamados de “profetas celestiais” ou “entusiastas”, alegavam receber revelações especiais do Espírito e realizar milagres. Atormentaram Melanchthon, mas não Lutero; quando gritavam “O Espírito, o Espírito”, Lutero respondia: “Eu esbofeteio o seu espírito no focinho”.
O reformado conhece a instrução do Espírito de Cristo nas Escrituras: “Amados, não creiam em qualquer espírito; examinem, porém, se os espíritos procedem de Deus, pois muitos falsos profetas já se levantaram no mundo” (1 João 4:1).
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