Quando as santas mulheres se dirigiam ao sepulcro na penumbra da manhã, desejosas de embalsamar o corpo de Jesus, recordaram que havia um imensa pedra colocada na entrada da tumba que lhes impediria entrar, e se perguntavam entre elas: “Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?” (Marcos 16:3)
Autor: <span>Charles Spurgeon</span>
Sermões selecionados sobre fatos e testemunhas dos dias da Paixão e Ressurreição de Cristo.
Um dos maiores obstáculos que a religião cristã tenha alguma vez tido que suportar, foi o preconceito inveterado que se apoderou das mentes de seus primeiros seguidores.
O cordeiro de Deus guardava silêncio com os homens, mas não com Deus. Emudeceu como ovelha diante de Seus tosquiadores, e não tinha nem uma palavra a dizer em defesa própria diante de homem algum, mas continuava clamando a Seu Pai em Seu coração, e nem a dor nem a debilidade podem calar Suas santas súplicas.
Posto que Deus é o fabricante, e o criador, e o sustentador de todas as coisas, Ele tem o direito de fazer com todas as Suas obras o que lhe agrade. A supremacia absoluta de Deus e Sua soberania sem limites fluem naturalmente de Sua onipotência, e do fato que Ele é a fonte e Ele sustenta todas as coisas.
Algumas pessoas estão tratando sempre de comprovar o que é costume na igreja cristã. Em todo o tempo, estão buscando exemplos e precedentes.
Neste sermão histórico, Charles Haddon Spurgeon cita uma notícia muito interessante que ele havia lido num periódico da famosa agência Reuters: “A Câmara dos Deputados Brasileira votou a imediata e incondicional abolição da escravatura no Brasil”.
Acidentes, tragédias, desastres, mortes… acontecem só com os injustos? São juízos de Deus contra pecados? Como reagir? O que Deus nos diz com isso? Spurgeon usa alguns acidentes ferroviários ocorridos na Inglaterra em sua época para exortar-nos acerca desses temas tão atuais, não importando a circunstância ou era.
A contemplação dos sofrimentos dos homens nos aflige e nos horroriza, mas os sofrimentos de nosso Salvador, ainda que nos movam ao pesar, estão revestidos de algo doce e cheio de consolação.
Nossa primeira observação será que, ainda que o Evangelho seja uma “boa fragrância” em todo lugar, produz, contudo, efeitos diferentes em pessoas diferentes.
Nosso Senhor Jesus é uma árvore de vida para nós, e todas as folhas – suponho que o Espírito Santo quis dizer os atos, as palavras, as promessas e as leves aflições de Jesus – são para a cura de Seu povo.
Há um extraordinário paralelismo entre Eliezer procurando uma esposa para Isaque e os ministros de Cristo procurando almas para Jesus. É mais que uma alegoria. É, de fato, uma parábola bastante instrutiva de como devemos lidar com as almas de homens e mulheres para o nosso Senhor.
Nosso Senhor participou de uma espécie de ensaio de Sua paixão antes que acontecesse. Quando viu a esses gregos que se aproximaram de Felipe, e que logo André e ele trouxeram para Ele, Seu coração se encheu de alegria. Esse devia ser o resultado de Sua morte: que os gentios fossem congregados a Ele.